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terça-feira, junho 06, 2017

Janela 15, do ônibus das 15 p.m.



Leia ouvindo: Se eu falo com as paredes - Off the king



Era uma linda tarde de domingo há uns três anos atrás...  Uma tarde que eu entrei naquele ônibus e sabia que não haveria mais volta. Eu sabia que estava indo rumo a uma nova vida e que a oportunidade não batia duas vezes na mesma porta. Então o que eu fiz apesar dos pesares foi abraça-la.

Eu ia sentir falta do meu quarto, dos meus livros, da comida de casa e até das brigas com a minha mãe. Foram os 365 dias mais difíceis da minha vida. E que 365 dias!!!

Eu olhei pra trás e dei um abraço bem reconfortante nos meus pais e eles me disseram que ficariam bem  (o que me deu força o suficiente pra ver que eu estava fazendo o certo), iam sentir saudade, mas que um futuro inteiro esperava por mim.

A questão é que eu tinha síndrome do pânico, ansiedade ao extremo e não gostava/conseguia resolver meus problemas sozinha. Então eu percebi que eu teria que deixar essa bagagem em casa, junto com a saudade que já estava apertando, e teria que aprender a usar nessa vida, essa bagagem ao meu favor.

Acreditem em mim, amo minha cidade, tenho amigos incríveis e faço um curso lindo, mas não há um só dia em que eu não pense em voltar. Mas, aqui estou. Há quase quatro anos morando sozinha, faltando dois pra acabar a faculdade e conseguindo apresentar trabalhos na frente de outros 40 e poucos alunos. Não tem sido fácil, mas como disse uma professora minha do 3º período, num momento de crise existencial de quase 50% dos alunos, "ninguém disse que seria fácil", mas o que me faz continuar é que se eu voltar atrás, nesse mesmo ônibus das 15 horas (na minha cidade tem ônibus de hora em hora), algo deu errado. Desistir é muito fácil, mas não seria a vida que eu sonhei desde a infância, nem as que meus pais sonharam pra mim. Porém, o que serve de reconforto é que "e quando houver saudade e quiser voltar..." esse mesmo ônibus das 15 horas, vai estar me esperando com a janela 15 que vai levar direto pro abraço que você precisava.



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Viver sozinha(o) é aprender a superar seus medos a cada dia. A cada dia um novo desafio. E entenda que todos os dias você terá que se enfrentar. Então, vá em frente. 

quarta-feira, dezembro 07, 2016

O texto que nunca chegou

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"Miss you". Dizia a mensagem de texto enviada às 17:40 quando dei uma pausa nos estudos e tomei um gole do café frio. É, eu sabia que essa mensagem não haveria resposta. Sua última visualização foi no cancelamento de conta em janeiro, mas ainda sim é como se eu sentisse sua falta nas mesas de almoço de sábado com a família toda reunida, ou das brigas por causa de lugar na hora de comer pizza no sábado à noite. 

Sinto falta das suas tortas no natal, ou ainda de você me pedindo pra tirar uma foto no último natal. Há dois anos. Eu sei que sua estrela está brilhando e nos guiando. Mas, eu venho agradecer, por ter sido carinhosa nos meus 21 anos de vida, pelas caronas sábado de manhã, pelo companheirismo e pela preocupação quando perdemos um membro importante da família. 

Acho que só agora a ficha caiu. Caiu da pior maneira, porque antes de vir aqui escrever esse texto, eu talvez ainda esperasse uma resposta algumas horas depois. Doce e serena você me ensinou a perdoar as pessoas, mesmo que eu ainda tenha um pouco de dificuldade nisso. Você me mostrou que talvez passamos a vida toda procurando algo e que não podemos perder um segundo da nossa. Seize the day. Caso contrário passaremos sem ter aproveitado o minuto mais importante ao lado de quem amamos. 

Peço que te guie todas as noites e que você esteja bem. Lembro-me de uma vez a gente cantando Skank indo pra casa, ainda no início da música dizia: "Olinda ergueu-se em ouro, quando ela trouxe a esse lugar, vida! E a paz reinou... Suave então... Ela me deixou, suave. Era linda a vida quando ela partiu deixou... Saudade." Um pequeno vestígio da nossa última viagem pro nosso cantinho do céu juntinhas. 

"Miss you." Dizia o texto. E então eu exclui e bloqueei a tela na esperança de que você esteja bem, só bem e brilhando.

  

terça-feira, novembro 01, 2016

E com novembro veio a saudade

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Inicie novembro e leia o texto ouvindo: Somos quem podemos ser - Engenheiros do Hawaii 

Tem mês que dá saudade. Novembro chegou e me dei conta que hoje faz quase um ano sem você. É que as vezes a gente se dá conta de que a vida é duradoura pra uns, mas pra outros passa e acaba sem ter um porquê. 

Não foi um sonho, e dói quando a gente se dá conta disso. Dói tanto que a gente se pergunta porque não aproveitou aquela pessoa... Sentir saudade é sentir que o tempo voou, voou e a vida passou.  A rima não é muito boa, mas a questão é que a vida passou e você se questiona se a sua vida tem valido apena. É como se o vento tivesse errado o tiro ao alvo e acertado outra direção.

Quero que novembro leve essa saudade embora. Não que eu não tenha sentido em dias anteriores. Sinto falta todos os dias, desde janeiro até outubro. E nessas datas comemorativas que costumam ser piores ? Ou pelo menos é o que todo mundo diz.

A primeira perda de alguém não é a pior. A cada pessoa que a vida leva dói como se fosse a primeira. E não, a gente não se acostuma.  É impossível se acostumar com perdas.

O tempo... Esse sim é o maior culpado pelas pessoas que ficam e pelas pessoas que vão. E assim, a gente torce para as que se vão que estejam bem e a cada conquista você diz baixinho; "obrigada", porque sem essa forcinha não seria possível.

Que venha novembro, que venha paz, que venha amor nesse mês que inicia o fim do ano e que daqui a 61 dias, o novo capítulo tenha mais sorte, menos dor e cada vez mais amor...

"Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter."








  • Confira as parcerias

  1. Rossana Cantarelli, autora do Apenas Respire, clique aqui
  2. Nossa parceiríssima Débora, do Estante da Déh , clique aqui
  3. E a nossa blogueira Tassi, do Epifania nos Livros, clique aqui e aqui

domingo, dezembro 13, 2015

Escrevi, mas não mandei

Era dezembro. Verão no estilo Rio 40º C. Mas, não era Rio. Era Minas. Havia um parque, um relógio central de cidade pequena divulgando a Coca Cola. Cabelo solto, pensamento ao longe os ventos a leste. Eu não sabia como ou porque, mas eu tinha me encaixado em um lugar. Num lugar que era pra chamar de meu. Não precisava ser completada porque estava completa. E não havia ninguém que poderia fazer com que eu me sentisse mais radiante possível.

12 badaladas. O tempo exato no tal relógio central, marcando que eu passei mais um dia sem você. Confesso que passei por aquele processo de adaptação. Como numa clínica pra desapego, mas aos poucos eu fui percebendo que nada era como naqueles dramas de "minha-vida-não-faz-sentido-sem-você". Na verdade agora tudo faz; Consigo ver claramente o quão ciumento e possessivo você era. Mas também sei que se o ciúme acabar o amor também acaba.

Hoje você curtiu minha foto. Confesso que apesar de estar muito bem, eu sinto sua falta. Uma falta que eu não sei se você completará mais. Falta do que éramos e do que tínhamos.  O risco de ter ficado com você por ficar valeu a pena quando eu vi que não eram só ficadas. Era uma guerra fria. Eu tinha vontade de matar você, mas quando você se foi, eu senti... Eu senti tanto que dói até hoje.

Havia magia. Uma magia diferente que não se sabe se é destino ou coisa de outra vida. Você chegou pra colorir meu caminho preto e branco que estava sem rumo e me ajudou a chegar rente ao mar e não afundar. Foi como a chuva na seca do sertão. Eu não sei se fiz tão bem pra você assim. Mas acabou.

Entre um sorriso maroto e outro eu sei que valeu a pena ter tido amores passados pra te encontrar.  Como a tampa e a panela ou a cama e o colchão se completa, eu completei você e você me completou. Ser feliz por completo é ser feliz sozinho. Felicidade em conjunto é passageira. E se foi. Se esvaiu como poeira no mar. A verdade é que términos de namoros não são tão ruins. Términos fazem com que nos tornamos fortes e vejamos o que falta em nós. Términos, trás amor-próprio e fé. Fé de que em algum momento o resto vai se encaixar e eu ainda vou te reencontrar, seja em qualquer lugar.