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quarta-feira, junho 14, 2017

Eternize seu dia 12 de junho

Leia ouvindo Cravo feat. Ivo Mozart - Diamante! 

Foto autoral
Doze de junho é só uma data capitalista qualquer... Mas a questão é, o que você sente de verdade? Por vezes vejo alguém que tem problema com o dia dos namorados e preferem passar a data tomando um porre num bar mais próximo de casa ou numa balada qualquer postando vários stories na tentativa fail de chamar atenção do crush. Mas, aí vai um segredo pra você: você não está louca.

Às vezes essa data martela demais na cabeça da gente porque talvez você acabou brigando com o grande amor da sua vida e por esse motivo a tortura da data que nunca vai ser de vocês passa sempre na sua cabeça, ou porque colocou expectativas demais em cima de alguém que não merecia nem a migalha dela.

Sinto muito porque você nunca conseguiu conseguir enxergar isso, mas o amor deve ser celebrado sim!!! Mas, quando de verdade. Se por alguma razão você acabou ficando solteira no decorrer da vida, aprenda a ser feliz solteira, fazer coisas de solteira porque gosta de estar assim. Não! Não tô te mandando ir pra uma balada beijar vinte bocas que você mal sabe o nome e sair por aí pagando de desapegada, se você que tá lendo isso faz isso um conselho: pare! Pare porque você está fazendo errado.

Aprenda a se curtir, descobrir seus gostos e a cuidar de você. Aprenda a viajar sozinha, sair sozinha pra lanchar, ir ao cinema sozinha, tomar cerveja sozinha em casa, ler e ver séries sozinha. Aprenda a andar na rua com a sua própria companhia.

Dou esse conselho porque, se ele gostasse de você e merecesse sua preocupação, você saberia. De forma ou de outra, ele iria te chamar no Whatsapp, mesmo que você tenha que puxar papo inicialmente e vai reparar e elogiar sua foto de perfil, o assunto vai fluir sem o pingo de esforço, vocês podem se esbarrar por aí na esquina, ou não... podem só marcar de comer um pastel com um caldo de cana. Ele pode fazer engenharia, por exemplo e você letras e mandar muito no inglês que as diferenças cotidianas não serão desculpa pro acaso. É... O destino vai agir, mas você tem que parar de se culpar ou culpar alguém pelos danos dos relacionamentos antigos e aceitar e aí talvez a magia do dia 12 de junho ou 14 de fevereiro bata a sua porta.

A você que está solteira procurando a sua metade nitidamente por aí: não procure, você já é inteira e quando for pra acontecer sua metade vai aparecer.

Texto escrito ao som de:
- Diamante, Cravo ft. Ivo Mozart (música principal)
- Tenta vir, 1Kilo
- Deixe-me ir, 1Kilo
-  Morena, 1Kilo 

terça-feira, junho 06, 2017

Janela 15, do ônibus das 15 p.m.



Leia ouvindo: Se eu falo com as paredes - Off the king



Era uma linda tarde de domingo há uns três anos atrás...  Uma tarde que eu entrei naquele ônibus e sabia que não haveria mais volta. Eu sabia que estava indo rumo a uma nova vida e que a oportunidade não batia duas vezes na mesma porta. Então o que eu fiz apesar dos pesares foi abraça-la.

Eu ia sentir falta do meu quarto, dos meus livros, da comida de casa e até das brigas com a minha mãe. Foram os 365 dias mais difíceis da minha vida. E que 365 dias!!!

Eu olhei pra trás e dei um abraço bem reconfortante nos meus pais e eles me disseram que ficariam bem  (o que me deu força o suficiente pra ver que eu estava fazendo o certo), iam sentir saudade, mas que um futuro inteiro esperava por mim.

A questão é que eu tinha síndrome do pânico, ansiedade ao extremo e não gostava/conseguia resolver meus problemas sozinha. Então eu percebi que eu teria que deixar essa bagagem em casa, junto com a saudade que já estava apertando, e teria que aprender a usar nessa vida, essa bagagem ao meu favor.

Acreditem em mim, amo minha cidade, tenho amigos incríveis e faço um curso lindo, mas não há um só dia em que eu não pense em voltar. Mas, aqui estou. Há quase quatro anos morando sozinha, faltando dois pra acabar a faculdade e conseguindo apresentar trabalhos na frente de outros 40 e poucos alunos. Não tem sido fácil, mas como disse uma professora minha do 3º período, num momento de crise existencial de quase 50% dos alunos, "ninguém disse que seria fácil", mas o que me faz continuar é que se eu voltar atrás, nesse mesmo ônibus das 15 horas (na minha cidade tem ônibus de hora em hora), algo deu errado. Desistir é muito fácil, mas não seria a vida que eu sonhei desde a infância, nem as que meus pais sonharam pra mim. Porém, o que serve de reconforto é que "e quando houver saudade e quiser voltar..." esse mesmo ônibus das 15 horas, vai estar me esperando com a janela 15 que vai levar direto pro abraço que você precisava.



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Inspiração Tumbrl


Viver sozinha(o) é aprender a superar seus medos a cada dia. A cada dia um novo desafio. E entenda que todos os dias você terá que se enfrentar. Então, vá em frente. 

quinta-feira, maio 25, 2017

A era dos amores rasos

Leia ouvindo - 4 da manhã, Um44k

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Tumbrl Inspiração

Já pararam pra pensar que a única evolução não foi só a tecnologia ? Essa história de amar, começou num tempo meio superficial em que as famílias escolhiam os pretendes. Casar com alguém que você não ama me parece um tanto como uma prisão domiciliar. Com o passar do(s) (d)ano(s) começaram a aceitar a ideia do divórcio, mas a questão é... Quanto tempo você perdeu amando a pessoa errada ?

A ideia de amores superficiais ainda persiste, mas persiste com uma ideia diferente, não é a família que escolhe, mas sim a mulher por medo de ficar sozinha e acaba se envolvendo num relacionamento abusivo porque já se perdera o controle desde o início. Mais uma vez venho como uma indagação um tanto retórica: vale a pena se perder em amores rasos ? 

A ideia de se entregar pra valer só funciona se você "se" entregou pra valer. Não existe metade da laranja se a laranja não for inteira antes. Duas pessoas pra se amarem sem ser superficialmente requer tempo. O que eu percebo é que hoje em dia, além do medo de ficar sozinhas, as pessoas acham legal ter um namoro fadado ao fracasso pra ficar no padrão da sociedade.

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Inspiração Tumbrl
Eu vou contar uma novidade: saia da zona de conforto da sociedade. Saia desses padrões, pinta o cabelo de azul, a unha de verde, se joga na vida de cabeça e entenda os seus gostos, entenda do que você gosta, se você gosta de rap e é menina, vê futebol e é menina, se bebe cervejinha quarta-feira depois do jogo e é menina. Ser feliz não tem um padrão. Aprenda a aceitar a passar um tempo com si mesma, seja escrevendo, desenhando, tocando algum instrumento, maratonando seus livros, séries e outros filmes antigos ou novos. Saia da rotina às vezes sabendo que tudo é fase e que tudo que começa uma hora tem fim. Assim, como amores superficiais ou não. Uma grande história vem pra pessoas que são pegas de surpresas, mas até as grandes histórias podem ter um fim, mas deixa eu contar um segredo: o que não se perde no tempo é o seu amor por você. Se ame, passe um tempo com a sua família e abrace e diga que ame seus pais (não espere momentos pra isso, faça enquanto ainda se tem tempo), passe batom vermelho pra ir na padaria se achar melhor, vista a camisa do seu time de futebol se você gostar, aprenda a ir no cinema, teatro ou fazer um simples lanche sozinha. Aí vai outro susto que você talvez nunca tenha pensado nisso: ficar sozinha nem sempre é sinal de solidão, amores rasos demais sim, é sinal de solidão. 

quinta-feira, abril 13, 2017

Confetes e serpentinas que ficaram esquecidas em fevereiro


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Inspiração Tumbrl


Um mês sem a cor do carnaval. O tempo passou rápido demais para que você pudesse ter percebido assim. É, numa dessas você se lembra de como tudo começou. Eu não sei dizer se foi com uma troca de olhares, ou se foi com aquele déjà vu em que aquilo começou. Eu só pude me dar conta quando estávamos numa conversa fluente sobre futebol e essa era uma paixão que compartilhávamos em comum...

Aos poucos, aquela conversa sem compromisso, foi tomando conta do clima de carnaval e tudo que eu posso me lembrar, é que nossas vidas eram quase que as mesmas, só que em direções opostas. Isso se soa como um "se oriente, rapaz..." Mas, a verdade é que você também não percebeu. Era quase um "troco likes" em comum, só que ao vivo e sem ser ao vivo pela tela do celular. 

Aquela história de astrologia toda se confirmou quando tínhamos a mesma intensidade dos astros a nosso favor. Foi um clima intenso, que em meio a serpentinas ficou mais fluente e as mensagens na tela do Facebook, viraram ligações. Não daquelas ligações diárias pra saber como você está. Uma daquelas ligações que você não vê a hora passar e quando se dá conta, perdeu a hora no dia seguinte, mas valeu a pena. Tudo vale a pena se a alma não é pequena (dá-lhe Pessoa). 

É, eu tenho que confessar... Essa sensação aconteceu no dia em que nos conhecemos, parecia que nos conhecíamos há anos e assim, foram se coincidindo as outras informações sobre as nossas vidas. Sabe, eu esperava que você fosse daquelas pessoas intensas, tão intensas quanto o azul dos seus olhos ou a imensidão do seu sorriso (é eu ainda me perco nele, eu confesso), esse mesmo que você me fazia dar via web só pra me ver ficar vermelha de sem graça. 

Assim, como tudo que é bom dura pouco e tudo que é intenso transborda... Todo carnaval tem seu fim, é o fim... É o fim!

segunda-feira, abril 10, 2017

A pressão dos 20 e poucos anos



LEIA OUVINDO ANA CAROLINA - CONFESSO



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Inspiração Pinterest

Hoje eu resolvi escrever em uma folha de papel um desabafo. No papel temos uma espécie de conexão, que pela internet não se tem e com o fone de ouvido eu consigo me desligar do meu redor e por pra fora o que fica entalado em mim.

Hoje com 21 anos nas costas, percebo o quão erramos quando saímos do ensino médio. Passamos de uma fase quase que cem por cento frustrada e de repente quando finalmente chegamos na faculdade, resolvemos abraçar o mundo com as duas mãos... Normalmente sozinhos.

A verdade é que ansiedade não é só uma doença moderna que é conhecida como frescura. Ansiedade é um medo. Um medo do que está por vir nos próximos dias ou talvez segundos, sobre aquela decisão que eu tenho que tomar, chamada curso, que vai decidir os próximos pelo menos quatro anos da minha vida e se eu não gostar, vou ter que aguentar a sociedade criticar e dentro de casa a pressão porque talvez a faculdade não era pública e talvez você tenha que decidir demais pra uma pessoa que acabou de começar a viver.

Ansiedade de ter que encontrar alguém, porque a sua tia fica perguntando dos namoradinhos, porque a filha dela ficou noiva há um mês e/ou sua mãe na sua idade, já estava casada. Ansiedade de dar conta dos próprios medos, porque quando saímos de casa enfrentamos situações diárias, das quais não sabemos lidar, como o fato de ter que arrumar tempo pra casa e tempo pros estudos e tempo pra si mesmo.

Além disso, vem a pressão que você põe em si mesmo por não conseguir se compreender ou por não ter dado certo com ninguém nos últimos meses e se pergunta se o problema é consigo mesmo. Vem a pressão por ter que ter um emprego: "já tenho 20 anos, meus amigos pagam o aluguel, IPVA, IPTU, Inglês e a própria faculdade. Fazem academia e têm alguém com quem dividir uma vida há 02 anos. Poxa - você respira fundo e fala pra si mesmo - não deve ser difícil, eu consigo."

A nova geração dos 20 e tantos anos sofrem do mal da ansiedade. A ansiedade de ter medo de falhar na vida. Acontece que as gerações passadas esquecem de falar que também erraram e que aprenderam com os próprios erros e hoje se tornaram quem são. O tempo vai colocar tudo em seu lugar e essa não é só mais uma frase clichê de astrologia, quando te dão um conselho pra manter a calma. Pensar no tempo como um inimigo só nos torna inimigos de nós mesmos. Além disso, você vai conseguir se encontrar no mundo e não adianta eu falar que é com calma, porque se você que está lendo esse texto tem quase ou um pouco mais de 20 anos, você NÃO TEM CALMA.

Mantenha a calma e respire: você vai encontrar algo que goste de fazer, vai encontrar alguém com quem esteja com você, vai encontrar amigos que vão estar com você e vai conseguir superar os dramas diários. Sim, eu não estou louca. Respire fundo, não se acanhe. O mundo gira todos os dias e a cada volta que ele dá, uma pessoa consegue se encontrar. Quem sabe você não é a próxima ? 

terça-feira, março 14, 2017

Relatos de um amor que já passou e não volta, que todo mundo tem...

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Inspiração: Tumbrl


Todo mundo têm aquelas lembranças, as quais você se pega sorrindo enquanto lembra, ou quando você lembra do abraço e do beijo na testa e sorri e quer voltar no tempo e morar naquele abraço.

Todo mundo tem, aquele abraço que quando é sentido, se quer ficar pra sempre ali, mas por seus motivos óbvios ou não,  não quer segurar a mão da pessoa e remar junto, até o barco naufragar. 

Todo mundo tem um amor de infância, o qual quando ainda o vê, sente aquele friozinho na barriga, que não sabe se é bom ou ruim... É aquele caso típico, que você se vê daqui uns dez anos, sentindo a mesma sensação, quando vê a pessoa.

Todo mundo tem aquela amiga, que já ficou com o menino que você gostava, ou que o menino que você gostava chegou nela e a amizade acabou esfriando por essa idiotice toda sem perdão ou o orgulho mesmo que não ajudou. 

Todo mundo tem aquele beijo, que se arrependeu porque sofreu demais pra esquecer. 

Todo mundo tem aquela foto, que virou um monte de lixo num canto, porque as recordações da pessoa, foram fortes demais pra ficar olhando no álbum sempre. 

A verdade, é que um grande amor sempre passa na vida de todo mundo, mas a gente acaba não percebendo e quando ele vacila, se esquece dos momentos legais em que tiveram juntos e aí quando bate a saudade, o sentimento cumulado com orgulho não ajuda a voltar atrás. A verdade é que o amor que foi dá espaço pra outro chegar, acontece que quando você dá por si, está em pedaços demais pra dar espaço pra alguém no seu mundo. Ou o seu mundo foi revirado demais diversas vezes. 

Todo mundo tem aquela fase na vida, em que quer brincar de não gostar de ninguém, mas a verdade é que quando se dá conta, um beijo foi repetido diversas vezes e se tornou um abraço seguido de beijo seguido de saudade.

A saudade vem e nunca vem sozinha. Vem o aperto no coração. Pega o celular, disca o número, escuta-se um "oi" rouco do outro lado da linha. Desliga-se o telefone.  E a ligação perdida, se junta no relicário do que se tornou esse antigo amor e as memórias ficam perdidas no ar como o tututuu, daquela chamada perdida. Numa dessas idas e vindas, você percebe que talvez tenha sido o seu raro amor.