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quarta-feira, junho 14, 2017

Eternize seu dia 12 de junho

Leia ouvindo Cravo feat. Ivo Mozart - Diamante! 

Foto autoral
Doze de junho é só uma data capitalista qualquer... Mas a questão é, o que você sente de verdade? Por vezes vejo alguém que tem problema com o dia dos namorados e preferem passar a data tomando um porre num bar mais próximo de casa ou numa balada qualquer postando vários stories na tentativa fail de chamar atenção do crush. Mas, aí vai um segredo pra você: você não está louca.

Às vezes essa data martela demais na cabeça da gente porque talvez você acabou brigando com o grande amor da sua vida e por esse motivo a tortura da data que nunca vai ser de vocês passa sempre na sua cabeça, ou porque colocou expectativas demais em cima de alguém que não merecia nem a migalha dela.

Sinto muito porque você nunca conseguiu conseguir enxergar isso, mas o amor deve ser celebrado sim!!! Mas, quando de verdade. Se por alguma razão você acabou ficando solteira no decorrer da vida, aprenda a ser feliz solteira, fazer coisas de solteira porque gosta de estar assim. Não! Não tô te mandando ir pra uma balada beijar vinte bocas que você mal sabe o nome e sair por aí pagando de desapegada, se você que tá lendo isso faz isso um conselho: pare! Pare porque você está fazendo errado.

Aprenda a se curtir, descobrir seus gostos e a cuidar de você. Aprenda a viajar sozinha, sair sozinha pra lanchar, ir ao cinema sozinha, tomar cerveja sozinha em casa, ler e ver séries sozinha. Aprenda a andar na rua com a sua própria companhia.

Dou esse conselho porque, se ele gostasse de você e merecesse sua preocupação, você saberia. De forma ou de outra, ele iria te chamar no Whatsapp, mesmo que você tenha que puxar papo inicialmente e vai reparar e elogiar sua foto de perfil, o assunto vai fluir sem o pingo de esforço, vocês podem se esbarrar por aí na esquina, ou não... podem só marcar de comer um pastel com um caldo de cana. Ele pode fazer engenharia, por exemplo e você letras e mandar muito no inglês que as diferenças cotidianas não serão desculpa pro acaso. É... O destino vai agir, mas você tem que parar de se culpar ou culpar alguém pelos danos dos relacionamentos antigos e aceitar e aí talvez a magia do dia 12 de junho ou 14 de fevereiro bata a sua porta.

A você que está solteira procurando a sua metade nitidamente por aí: não procure, você já é inteira e quando for pra acontecer sua metade vai aparecer.

Texto escrito ao som de:
- Diamante, Cravo ft. Ivo Mozart (música principal)
- Tenta vir, 1Kilo
- Deixe-me ir, 1Kilo
-  Morena, 1Kilo 

quinta-feira, abril 13, 2017

Confetes e serpentinas que ficaram esquecidas em fevereiro


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Inspiração Tumbrl


Um mês sem a cor do carnaval. O tempo passou rápido demais para que você pudesse ter percebido assim. É, numa dessas você se lembra de como tudo começou. Eu não sei dizer se foi com uma troca de olhares, ou se foi com aquele déjà vu em que aquilo começou. Eu só pude me dar conta quando estávamos numa conversa fluente sobre futebol e essa era uma paixão que compartilhávamos em comum...

Aos poucos, aquela conversa sem compromisso, foi tomando conta do clima de carnaval e tudo que eu posso me lembrar, é que nossas vidas eram quase que as mesmas, só que em direções opostas. Isso se soa como um "se oriente, rapaz..." Mas, a verdade é que você também não percebeu. Era quase um "troco likes" em comum, só que ao vivo e sem ser ao vivo pela tela do celular. 

Aquela história de astrologia toda se confirmou quando tínhamos a mesma intensidade dos astros a nosso favor. Foi um clima intenso, que em meio a serpentinas ficou mais fluente e as mensagens na tela do Facebook, viraram ligações. Não daquelas ligações diárias pra saber como você está. Uma daquelas ligações que você não vê a hora passar e quando se dá conta, perdeu a hora no dia seguinte, mas valeu a pena. Tudo vale a pena se a alma não é pequena (dá-lhe Pessoa). 

É, eu tenho que confessar... Essa sensação aconteceu no dia em que nos conhecemos, parecia que nos conhecíamos há anos e assim, foram se coincidindo as outras informações sobre as nossas vidas. Sabe, eu esperava que você fosse daquelas pessoas intensas, tão intensas quanto o azul dos seus olhos ou a imensidão do seu sorriso (é eu ainda me perco nele, eu confesso), esse mesmo que você me fazia dar via web só pra me ver ficar vermelha de sem graça. 

Assim, como tudo que é bom dura pouco e tudo que é intenso transborda... Todo carnaval tem seu fim, é o fim... É o fim!

segunda-feira, abril 10, 2017

A necessidade de um último adeus! É pra dar saudade ... A vida tem dessas mesmo.

LEIA OUVINDO OS PARALAMAS DO SUCESSO - AONDE QUER QUE EU VÁ 


A vida tem dessas às vezes... Já sentiu como se todos os seus sonhos estivessem em uma pessoa e por um acaso, ou ironia do mundo, você precisa dizer adeus com a mais pura consciência ? A distância é mesmo de deixar muitos caquinhos por aí... Cacos que talvez, jamais serão reconstruídos.

Você com certeza já disse um adeus desse. Seja pra um parente, seja pra um amigo ou seja pra um grande amor da sua vida. A vida às vezes da umas reviravoltas e te mostra quem sempre esteve do seu lado e numa dessas você se apaixona secretamente (pelo menos na sua doce e ingênua cabeça) e outras vezes você tem que abrir mão dessa pessoa, porque a vida te atrapalha a ficar com ela, ou como vocês preferirem, posso citar aquele clichê bizarro de quem não consegue o que quer: "não era pra ser."

A verdade é que nunca sabemos quando é pra saber, a certeza que temos é que quem quer vai dar um jeito e é numa dessas que você finalmente acerta. A vida tem dessas mesmo... Te faz criar expectativas como se não houvesse amanhã, mas quando o despertador toca as 06:15... É houve um amanhã e um amanhã em que você aprendeu vivendo que a saudade machuca, porque fora mais um mês sem seu "oi, bom dia" na tela do celular e numa dessas, o encanto se quebra.

É preciso lidar com idas e vindas. A vida tem dessas mesmo... Às vezes você perde alguém que mexe com você e às vezes ganha outra. Numa dessas, você acha morada em um lugar e quando chega a hora de dar o famoso adeus, as palavras nunca saem por inteiro. Talvez, se você nunca sentiu o famoso nó na garganta, precise perder alguém pra sentir isso, ou talvez, o fato de saber que a partir daquele horário o ônibus que partiu levou alguém que não volta mais. 

É preciso saber dizer adeus... Dizer adeus e continuar forte, porque mais uma vez, a vida tem dessas às vezes, mas com o tempo seu coração costuma dizer adeus.

A pressão dos 20 e poucos anos



LEIA OUVINDO ANA CAROLINA - CONFESSO



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Inspiração Pinterest

Hoje eu resolvi escrever em uma folha de papel um desabafo. No papel temos uma espécie de conexão, que pela internet não se tem e com o fone de ouvido eu consigo me desligar do meu redor e por pra fora o que fica entalado em mim.

Hoje com 21 anos nas costas, percebo o quão erramos quando saímos do ensino médio. Passamos de uma fase quase que cem por cento frustrada e de repente quando finalmente chegamos na faculdade, resolvemos abraçar o mundo com as duas mãos... Normalmente sozinhos.

A verdade é que ansiedade não é só uma doença moderna que é conhecida como frescura. Ansiedade é um medo. Um medo do que está por vir nos próximos dias ou talvez segundos, sobre aquela decisão que eu tenho que tomar, chamada curso, que vai decidir os próximos pelo menos quatro anos da minha vida e se eu não gostar, vou ter que aguentar a sociedade criticar e dentro de casa a pressão porque talvez a faculdade não era pública e talvez você tenha que decidir demais pra uma pessoa que acabou de começar a viver.

Ansiedade de ter que encontrar alguém, porque a sua tia fica perguntando dos namoradinhos, porque a filha dela ficou noiva há um mês e/ou sua mãe na sua idade, já estava casada. Ansiedade de dar conta dos próprios medos, porque quando saímos de casa enfrentamos situações diárias, das quais não sabemos lidar, como o fato de ter que arrumar tempo pra casa e tempo pros estudos e tempo pra si mesmo.

Além disso, vem a pressão que você põe em si mesmo por não conseguir se compreender ou por não ter dado certo com ninguém nos últimos meses e se pergunta se o problema é consigo mesmo. Vem a pressão por ter que ter um emprego: "já tenho 20 anos, meus amigos pagam o aluguel, IPVA, IPTU, Inglês e a própria faculdade. Fazem academia e têm alguém com quem dividir uma vida há 02 anos. Poxa - você respira fundo e fala pra si mesmo - não deve ser difícil, eu consigo."

A nova geração dos 20 e tantos anos sofrem do mal da ansiedade. A ansiedade de ter medo de falhar na vida. Acontece que as gerações passadas esquecem de falar que também erraram e que aprenderam com os próprios erros e hoje se tornaram quem são. O tempo vai colocar tudo em seu lugar e essa não é só mais uma frase clichê de astrologia, quando te dão um conselho pra manter a calma. Pensar no tempo como um inimigo só nos torna inimigos de nós mesmos. Além disso, você vai conseguir se encontrar no mundo e não adianta eu falar que é com calma, porque se você que está lendo esse texto tem quase ou um pouco mais de 20 anos, você NÃO TEM CALMA.

Mantenha a calma e respire: você vai encontrar algo que goste de fazer, vai encontrar alguém com quem esteja com você, vai encontrar amigos que vão estar com você e vai conseguir superar os dramas diários. Sim, eu não estou louca. Respire fundo, não se acanhe. O mundo gira todos os dias e a cada volta que ele dá, uma pessoa consegue se encontrar. Quem sabe você não é a próxima ? 

quinta-feira, dezembro 22, 2016

Era uma vez, mais um ano que acabou



Leia ouvindo Pais e Filhos

Há exatamente 08 dias o ano se encerra. No meio a monotonia do dia a dia, resumido em acordar tomar café, correr na beira do mar ou ainda em meio uma rodovia e começar mais um dia totalmente programado pense sobre si mesmo.

Pensar sobre si mesmo é pensar no que vai acontecer no ano que está por vir, em quais metas você quer cumprir e em quais você precisa melhorar. Pense na seguinte frase: o ano acabou, mas você ganhou mais 365 dias pra viver intensamente as coisas que não foram vividas em 2016.

Faça uma lista das coisas boas e ruins que aconteceram e agradeça por estar vivo. Agradecer é importante pois, só assim a gente percebe que quanto mais a gente agradece mais coisas boas acontecem. É, eu sou bem adepta a essa teoria clichê.


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Pense na data que você mais gosta no ano todo. Quem você gostaria que estivesse com ela, escreva... Escreva e deseje... Dizem que quando a gente quer muito uma coisa, essa coisa acaba acontecendo.

2016 foi um ano em que muita gente passou por testes de fé e é em meios esses testes que você percebe quem tá com você de verdade.

Ao anoitecer, antes de tomar aquele chá quentinho ou gelado, antes de desligar o abajur e colocar de lado seu livro de cabeceira, feche os olhos e relembre cada segundo que valeu a pena. Porque são esses segundos que fazem você dar a volta por cima nas horas difíceis e é como todos dizem: "tudo que é bom dura pouco".

Acreditar que você é capaz e que cada pessoa entra na sua vida pra ensinar uma coisa, se não for boa é uma lição e lembre-se sempre: é você quem faz 2016 um ano bom ou ruim, não o próprio ano em si.

Uma dica: encontre um trabalho que você ame assim, não terá trabalho um só dia na sua vida; encontre um abraço com um encaixo pra alma, assim você terá onde reencontrar quando se perder no caminho. 

Esse é o meu feliz natal pra vocês, e espero que vocês aproveitem a última semana de 2016 como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar: na verdade não há. 

quarta-feira, dezembro 07, 2016

O texto que nunca chegou

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Inspiração Tumbrl

"Miss you". Dizia a mensagem de texto enviada às 17:40 quando dei uma pausa nos estudos e tomei um gole do café frio. É, eu sabia que essa mensagem não haveria resposta. Sua última visualização foi no cancelamento de conta em janeiro, mas ainda sim é como se eu sentisse sua falta nas mesas de almoço de sábado com a família toda reunida, ou das brigas por causa de lugar na hora de comer pizza no sábado à noite. 

Sinto falta das suas tortas no natal, ou ainda de você me pedindo pra tirar uma foto no último natal. Há dois anos. Eu sei que sua estrela está brilhando e nos guiando. Mas, eu venho agradecer, por ter sido carinhosa nos meus 21 anos de vida, pelas caronas sábado de manhã, pelo companheirismo e pela preocupação quando perdemos um membro importante da família. 

Acho que só agora a ficha caiu. Caiu da pior maneira, porque antes de vir aqui escrever esse texto, eu talvez ainda esperasse uma resposta algumas horas depois. Doce e serena você me ensinou a perdoar as pessoas, mesmo que eu ainda tenha um pouco de dificuldade nisso. Você me mostrou que talvez passamos a vida toda procurando algo e que não podemos perder um segundo da nossa. Seize the day. Caso contrário passaremos sem ter aproveitado o minuto mais importante ao lado de quem amamos. 

Peço que te guie todas as noites e que você esteja bem. Lembro-me de uma vez a gente cantando Skank indo pra casa, ainda no início da música dizia: "Olinda ergueu-se em ouro, quando ela trouxe a esse lugar, vida! E a paz reinou... Suave então... Ela me deixou, suave. Era linda a vida quando ela partiu deixou... Saudade." Um pequeno vestígio da nossa última viagem pro nosso cantinho do céu juntinhas. 

"Miss you." Dizia o texto. E então eu exclui e bloqueei a tela na esperança de que você esteja bem, só bem e brilhando.

  

terça-feira, abril 19, 2016

Relatos sobre nós/mim

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Chega um dia em que você assume pra si mesmo que ouvir sertanejo não é só ouvir porque tá com dor de cotovelo, mas porque gosta da batida viciante da música. Chega aquela faixa do Cristiano Araújo que você ri lembrando as histórias, mas não chora porque sabe que foi o melhor pros dois. Chega um dia em que você diz pra si mesmo que o que passou, passou e o que continuou em si mesmo foi o amor próprio. Que se foda ser a menina boazinha que aceita tudo calada e que chora com o rosto quase que sufocado no travesseiro escondido pra ninguém ver que você tá sofrendo porque o nosso amor acabou. Meu caro, só pra você saber isso já estava no meu plano há tempos. Na verdade, me desculpem pelo palavreado acima, mas aceitar ser subordinada por amor nunca me fez bem.

O pior de o fim de uma relação duradoura é colocar numa gaveta bem funda de si e fechar com algo que não seja só chave (porque chave mais tarde pode ser destrancada), as lembranças de algo que nem chegaram acontecer, ou sonhos que você teve em uma noite de verão (salve Shakespeare) , ou ainda aquela sensação que dava nó no estômago quando o celular tocava e vinha aquele "oi" no Whatsapp. É, não vai ser fácil, afinal ninguém disse que seria. Eu sabia muito bem no que eu tava me metendo. É aquele risco que a gente corre por gostar tanto de alguém. O risco é de dar certo. O risco é de você sofrer por algo que não deu. Mas acredito que seja um risco que vale a pena se correr, porque se não, do que lhe adianta passar por anos procurando ?

Freedom. Liberdade é a palavra. Não adianta ficar colocando desculpas, ou procurando nos dicionários o que significa amor porque, a sensação que sentimos pode vir por vezes em situações aleatórias por pessoas diferentes até porque " você vai rir sem perceber, felicidade é só questão de ser." Um dia, o sol vai te acordar na janela ampla de vidro, dizendo que um novo dia nasceu pra ser seu e quando eu menos perceber, foi tão fácil te esquecer. 

sexta-feira, março 18, 2016

O novo amar é

O amor não é uma escolha. Não como um daqueles jogos onde você tem opção a ou b pra escolher e "se dar bem" no final. Na verdade, o amor chega bem mais próximo de um jogo de azar do que um jogo de sorte. A sorte chega quando a gente dá aquele abraço apertado naquele alguém especial e se sente aquela sensação gostosa de saudade.

Eu nunca gostei muito de amores fáceis. Na verdade a minha teoria é que tudo que vem fácil vai fácil. E relacionamentos sem crises também nunca foi um relacionamento de verdade. Não que eu saiba muito sobre isso, mas também sei que é bobagem ler as sete regras pra um relacionamento perfeito num site de autoajuda. É como querer desapegar de uma coisa que não dá, porque o fato é bagagem demais pra curar com uma bebida ou uma lista de desapego que há por aí. Cada um sabe a dor que passa e quem valoriza e cada situação com cada qual.


                                 



Não tem como você ter a imagem de um primeiro beijo ideal, de um primeiro namorado ideal e idealizar todo o resto. É muito diferente na real. Me desculpem pelo modo coloquial de falar, mas é o que dá pra dizer numa dessas situações. É como você sentir falta daquela ideia que era trocada diariamente, desde a hora em que acordavam até o primeiro a ir dormir. Como sentir falta de uma rotina que tinham antes de algo atrapalhar. Não necessariamente ele resolver parar de te procurar, mas numa situação onde talvez, os quilômetros são o x da questão. Mas como eu disse antes, amores fáceis vão fáceis demais.

É como um imã. Onde quando tem o ponto ideal de encontro vocês dão aquele abraço apertado e o tempo de repente para por um instante que fica quase como que o infinito. Ao contrário do que muitos procuram, não tem nenhum tipo de receita pra que algo de bom aconteça. Na verdade, algumas situações, você tem que ser você mesmo e resolve. O melhor conselho que já me deram é pra não seguir loucamente essas listas que existem por aí, ou livros de autoajuda, porque na real você acaba pirando se for levar tudo a sério, e como eu também já mencionei antes, cada relacionamento tem seu cada qual.

O amor não é como um jogo de sorte, ou uma questão de múltipla escolha, nem tampouco superado com o tempo. Isso é a maior besteira que você vai ouvir muitas das vezes em que amorosa ou não a situação as pessoas vão dizer. É como aquela outra situação que as pessoas dizem que o que vier é lucro e o que der errado é experiência. Besteira! Como eu ia dizendo, o tempo não cura nada, nem tampouco te ajuda a superar. Quando você para de pensar, por mais que você negue, o que fica é uma memória gostosa dos tempos em que passaram juntos, e a mente bloqueia o que não fez bem . Não é o amor que te causa a dor, mas sim a situação em que o amor te colocou. Arriscar é necessário para que as mudanças aconteçam. Mudanças vem para que as coisas bem sejam trazidas com o tempo. O meu conselho resume em: ame e se aceite do jeito que for a pé ou de ré o resto se ajeita. Torto ou não, uma hora ajeita. 

domingo, março 06, 2016

O dia em que eu percebi que o problema era sim: eu




Teve aquele em dia em que eu acordei depois de um sonho esquisito com você. Eu senti vontade de ligar, mas é como dizem, se ele não te procura é porque não sente sua falta. É aquele velho discurso de sempre de quem dá pra si porque não é forte o bastante pra pegar o telefone e discar o número. Ou de quem teve o coração partido por milhões de pedaços e precisou da ajuda de amigos para que fosse catando os caquinhos por aí. Enfim, eu juro que pensei bem antes da minha surpresa. Você me ligou. Disse que estava só passando por aqui e eu disse: que bom que ligou. E contei a respeito do tal sonho.

É como dizem,se é pra acontecer até os ventos contrários sopram a favor. Com a gente foi assim. Não éramos o casal mais normal do mundo, tão pouco podíamos ser chamados de casal, mas foram alguns aniversários que eu passei com você ao meu lado então, eu não ligava muito pra pedidos formais e preferi ignorá-los.

Teve aquele dia em que eu vi uma estrela cadente e lembrei de você fazendo um pedido pra que você estivesse bem. Mas, aí apareceu um convite. Haveria a maior festa de todos os tempos na cidade. Na nossa última discussão, você queria ir comigo na festa como um casal, e eu não conseguia entender o porquê disso depois de tanto tempo não havia o mínimo sentido. Rolou vários migué, até que chegou o dia e enfim eu percebi que o problema era, sim comigo. Não, eu não estava pronta. Você entrava em uma situação cada vez mais bola de neve e eu não era obrigada a aguentar aquela situação. Sorriso no rosto, cabeça em pé e maquiagem impecável entrei pelo salão e encontrei meus amigos.

Teve o dia em que semanas depois eu estava me sentindo livre, libertada de uma situação a qual me tirava o sono há tempos. Se eu sentia falta? Sentia com certeza, talvez todos os dias da minha vida tirava um minuto ou dois pra me lamentar porque não demos certos. Mas a vida segue pra nos dizer que o percurso do rio pode ter curvas que nos distanciam da linha de chegada, não adianta tentar pular os obstáculos, a gente tem que encontrar o melhor jeito de vencê-los. 



Assinado, 
Eu! 

quarta-feira, março 02, 2016

O dia em que o inverno chegou



Eu tô bem. Apesar de essa data me perseguir todos os dias da minha vida eu consigo sorrir quando lembro de nós. Sabe, eu tenho mudado. Deixei o cabelo crescer, mudei o visu e puis uma tonalidade de azul. Fiz segundo furo na orelha e comecei num modelito largado. Tenho sorrido mais e visto a vida de cabeça pra baixo. Na verdade desde que você se foi meu mundo virou de ponta cabeça. Mas, esse não foi o problema. É tudo uma questão de ponto de vista. Se estressar pra que? Relaxa é de graça. Comecei o curso de moda como havia te falado, mas quer saber isso não importa pra você. Um novo dia vai raiar, os pássaros vão para o sul, a lua cheia vai voltar e talvez um novo amor venha reinar. Quando abrir a janela, respirar fundo e perceber que muita coisa está por vir. Preocupar é bom pra quê? Menina, põe um sorriso no rosto, há muitos amores pra chegar, muita água pra descer e muita poça pra secar. "Traumatismo craniano por mergulhar fundo em pessoas rasas" acontece, fazer o quê. É a vida. Folhas caem, borboletas vão e vem. A lua vem pra me dizer que uma nova fase começa, a primavera vem pra colorir meu dia e quando perceber: eu fiquei feliz sem você.

Por amor, eu! 

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Horário de verão

Antigamente eu costumava ligar, brasileiros esperam o ano todo pelas estações enquanto a mim, esperava o ano todo pelo fim do horário de verão para que eu pudesse ter umas horas de sono a mais. A mais porque eu perdi noites pós noite me perguntando o que aconteceu com a gente. Até que um dia eu peguei finalmente o telefone e ...
_Oi.

Você atendeu. O número estava bloqueado e eu simplesmente não consegui falar nada mais. Desliguei o telefone correndo e voltei pro meu quarto. Andando de um lado pro outro me perguntei o que aconteceu, quando foi que eu perdi a coragem de perguntar o que você tava fazendo e quando foi que precisei ligar no confidencial pra você.

Dias se passaram e a vida segue rumo ao norte ou rumo ao sul, mas algumas vezes você precisa virar pro leste ou oeste e avaliar as opções. "Sinto sua falta." Digitei na janela do bate-papo e apaguei de modo tão instantaneamente que quase não percebi que apareceu o balãozinho do digitando. "Me ligaram no confidencial um dia desses, eu sinto sua falta e queria acreditar que era você.'' Respondi dizendo que era eu, que eu sentia muito por tudo e quase não pude respirar quando ele disse que sentia saudade. O interfone tocou e era o porteiro anunciando uma entrega. Era um cartão de aniversário anônimo, eu conheci de longe sua letra. Peguei o telefone e liguei agradecendo e que teria-o sempre comigo. Assim foi feito.

Desculpe pela monotonia de mais uma história de amor, mas a verdade é que nós nunca mais nos vimos ou nos falamos. Ás vezes pra seguir em frente você deve aceitar que fez o que podia. E que não importa quantas estações do ano chegam você vê que aproveitou do seu melhor jeito. Idas e vindas seriam necessárias e que apesar da perda vem com ela a saudade do que se passou. É olhar pra trás e ver que você foi fiel consigo mesma e que daqui pra frente, deixar rolar é o essencial. Maktub. Estava escrito, ou melhor, tinha que acontecer.  

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

O dia em que eu vi você

Um ano se passou desde a última vez em que nos falamos. Você gostava de mim. Eu gostava de você, mas nenhum confiava no outro. E assim terminou. Cada um pro seu canto. O tanto que eu torcia para que tudo desse certo soava até de uma maneira meio que surreal.

A realidade é que eu sinto falta da sua amizade. Ninguém me entendia e me fazia rir como você fazia. Eu conheci outros caras. Você conheceu outras garotas, mas a verdade é que tudo não passava de uma farsa. A pesar de tudo, eu me lembrava de cada momento e tentava fazer com que tudo soava como uma opção de repeat, mas sabia que não havia o reset.

Não sei o porquê disso tudo, mas a verdade é que era como se você fizesse parte de todos os meus planos e no final tudo se esvaiu no ar como fumaça. Isso não era amor. Era algo mais forte. A gente não se assumia porque sabíamos que se nos assumisse, perderia todo aquele encanto e surpresa que um fazia pro outro. Acontece que eu queria você, não importava o que ficaria pra trás, eu queria fazer valer a pena.



Num dia desses eu fui na padaria. Estava chovendo e eu deixei a sombrinha na entrada. Quando me virei, te vi na fila. Não sabia se tinha me visto, mas pelo menos eu te garanto que sorri por dentro. Era uma dessas chuvas de verão: fortes, porém rápidas. Eu ia cumprimentá-lo e perguntar como iam as coisas até o momento em que passei por você e notei um anel de prata em seu dedo. O meu "oi, tudo bem" ficou só na minha cabeça. O telefone tocou e era minha mãe.

Hoje eu a vi na padaria. Pensei em dizer que sentia muito por nós. Mas acho que ela não me reconheceu, ou talvez estivesse com pressa demais pra me notar. Talvez ela tenha visto o anel em que pensei em dar pra ela no meu dedo. Uns dias antes do fim de tudo, eu havia comprado uma aliança de prata pra nós, como símbolo do nosso companheirismo, não era nenhum anel de compromisso, mas achava que devia isso a ela.  Não me interessei por mais ninguém e fiquei me lembrando das tardes como aquela, em que ela me fazia assistir Harry Potter pela enésima vez. Ela passou, eu sai do caixa. Tive vontade de abraçá-la. Mas foi então que eu ouvi ela dizer no telefone que também estava com saudade.

Vida que segue.


sexta-feira, janeiro 29, 2016

Seja lá o que nós éramos

Certa noite num jantar em família minha avó me perguntou o porquê de eu nunca mais ter apresentado ninguém a ela desde meu último namorado. Havia você, mas não sabia o que éramos, talvez nem você nunca soube e por isso nunca chegou a ser nada.

Doeu quando eu pedi pra você ir embora, mas a verdade é que eu segui você. Você também me seguiu, se não o quê explicaria a curtida que você deixou na minha ultima foto? Ou melhor, nas últimas? Eu senti sua falta, mas eu te avisei pra não me deixar ir. Eu ainda sinto falta do que seja lá o que nós éramos ou pelo menos sentia porque hoje, o que eu sinto é só um aperto no peito.

Eu te desejo uma fé enorme. Uma sorte do tamanho do mundo. Te mando uma energia positiva todos os dias pra que você não encontre alguém que te ame como eu amei, porque olha, torce, mas fica assim agarradinho com os dedos cruzados pra ela não fazer o que você fez comigo e pra você que pensa todos os dias em como conversar comigo novamente: todo carnaval tem seu fim. E o seu já se foi há séculos.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Uma das 365 cartas

Foi em um dado momento de final de janeiro quando eu me esbarrei com você na rua. Tarde de verão, exatos quatro dias para o fim do mês. Temperatura térmica? 30º C, mas quando te vi senti pelo menos uns 50ºC. O sangue começou a circular rápido e eu pude sentir um certo embrulho no estômago. Eu tava saindo do teatro em direção a barraquinha de churros quando uma voz conhecida me fez parar no meio do caminho. Você nem gostava de teatro. Não acredito que assistira justo ao Holoclownsto para dizer que foi pura coincidência do destino. Você sabia que essa era minha peça favorita, por ter sido ela que me fez apaixonar por teatro, e todas as vezes em que algum grupo a trazia pra cidade eu à assistia.

Sabe... Outro dia chegou um CD na portaria, dizendo que era de um anônimo, com as minhas faixas favoritas de Red Hot Chili Peppers, eu amo essa banda e você sabia. Sabia que o CD era seu e tive vontade de ir agradecer, mas lembrei do bilhete anônimo e resolvi arriscar entrar no seu jogo. Passei direto por você, que fingiu me ignorar e sorrir ao lado de outra garota. Cheguei até o churros, atravessei de volta e continuei meu caminho.

A peça havia acabado, mas a verdade a peça que acabou não foi a do teatro. O nosso jogo já havia acabado. Não havia como apertar reset e continuar. Eu não sinto muito porque eu fiz de tudo pra esse relacionamento da certo. O fato de eu querer voltar atrás com certeza não foi o suficiente pra fazer as coisas darem certo.

Mas sabe, eu acredito na força do pensamento e no destino. Acredito também que você nunca vai achar alguém que amou você tanto quanto eu. A cada dia que se passar sua consciência vai sentir falta dos meus "bons dias" e aí sim, eu sinto muito. Sinto muito porque não foi falta de aviso. Eu sabia que isso aconteceria se não tomássemos uma rápida providência.  Relacionamento vai-e-vem acabam dessa forma. E acredite não foi isso que eu sonhei pra gente.




Com amor, 
eu! 

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Do tipo reamar

Ela era do tipo que costumava se dar bem sozinha, mas na verdade era uma faxada devido uma desilusão amorosa que vem desde os quinze anos. Ele era do tipo largado e não tava nem aí pra nada, mas a verdade é que ele queria chamar a atenção dela. Ambos cresceram. Voltaram as amizades antigas e tudo mudou nada mudou...

Sem ligar muito pra sociedade, chinelo Havaiana, cabelo verde, maquiagem impecável e um estilo que ninguém sabia explicar, assim era ela com seu jeito largado e despreocupado. 00:00. Feliz ano novo. Ela escuta um novo alguém falar.

Seria diferente dessa vez se as pessoas realmente acreditassem no amor. As pessoas olham nos olhos e não acreditam nele. Talvez porque estão com a cabeça cheia de álcool porque acreditam inutilmente que ele as ajudam a pensar. Num dia desses ela resolveu correr, correr pra não pensar em nada e o pensamento sobre não estar sozinha voltou porque no caminho entre uma pedra e outra ela percebeu o amor.

Se sentir completa é uma coisa que ela acredita que todos deveriam sentir. Em terra de "sofrência" sentir dor é coisa de gente idiota. Em terra de virote, amar é saber sentir algo. Não desistam do amor. Re-ame-se-ame.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Quem diria ele/ela

Quem diria que assim seria. Chegaria um dia em que ela iria se cansar de todas os saltos 15 cm que usou. De todo batom vermelho com delineador que saiu exuberante por aí. Logo ela que estava amando a vida de balada. Que jurava que nunca ia sair da pista sem que o DJ saísse. Ela que amava aproveitar a vida.

Quem diria que em meio a tanta gente sem graça iria encontrar a graça de passar a vida mais sossegada. Não nevava, mas ventava. Não chovia, mas chuviscava. E nesse indo e vindo de temporais um dia ela encontrou um sinal, de que ao seu lado, estava o cara que iria com ela até não poder mais. Quem diria. Ela, sorriso forçado, olhar meio japonês, jeito desengonçado que só, cabelo longo e castanho, feminista que até dói. Ele, malhado, cabelo liso pro lado veio com seu jeito "marrento" e apaixonado.

Foi num café. Era dezembro, verão, só de 30ºC e o acaso os uniu.
_Um café pra viagem por favor.

Disseram juntos essa frase. Um sorriso se esvaiu no ar. Ele deixou ela pegar primeiro. Ela agradeceu dizendo que ele havia chegado primeiro. Eles sorriram. Ele quis puxar assunto, perguntar o que fazia da vida e de onde vinha e porque nunca havia a visto naquele café. Ela era nova na cidade. Não queria que ele acreditasse que foi o acaso. Mas a verdade é que o caso se desenvolveu por esse acaso. Ele a levou até seu carro. Desejou-lhe boa viagem e quis continuar o caminho no banco do carona.

Ele a conhecia, a conhecia do colégio. Ela era um ano e meio mais nova que ele e ele não sabia se ela lembrava dele. Ela sorriu, fechou a porta e agradeceu pelo nome. Isso fez com que ele tomasse coragem pra pedir o seu telefone. Ela sorriu, pensou por um momento, mas deu.

Seguir o caminho na certeza de que ele a encontrara de novo a fez ver que o mundo valia a pena. Que o amor vem quando menos se espera. Ela sabia que por ele valia a pena, que por eles valia a pena. 

segunda-feira, dezembro 07, 2015

O destino se ajeita

Século XXI onde tudo gira em torno da internet. É engraçado que os criadores das redes sociais acreditam realmente que podem resolver tudo com um clicar no mouse ou com meia dúzia de palavras trocadas. O suspense do bate papo UOL (por mais clichê que seja) deixou de existir com tantas redes sociais e um simples contato de e-mail pode ser a chave para ser achado.

Não se têm mais garantia de nada hoje em dia, mas entrar num bate papo desses é o mesmo que ir numa balada, beijar um desconhecido qualquer e ficar na esperança de que ele seja seu amor verdadeiro. Eu vou te contar uma coisa que talvez você não vá gostar de ler: NÃO É BEM ASSIM QUE ACONTECE. Olha, o amor é algo puro, com inocência que acontece uma vez na vida e quando acontecer, você não vai querer soltar nunca. Desculpe pelo balde água fria, mas seja lá qual aplicativo em que você esteja tentando achar sua alma gêmea não vai acontecer. Maktub. Sim, estava escrito. O amor, pode não estar escrito, mas o seu caminho e daquela pessoa estava. Alguma atitude que você tomou num passado a fez encontrar aquela pessoa no presente.

Tem gente que quer, tem gente que arruma desculpa. Tem gente que se ama e não liga de fazer um programa legal sozinho. Tem gente que vai ao cinema sozinho. Observa o cotidiano sozinho. Tem gente que senta pra tomar um café numa padaria e escrever sozinho. Tem gente que vive junto e se da bem. Tem gente que se arruma e se da bem. Tem gente que SE DA BEM.

Contemplar as estrelas, pedir uma cerveja, experimentar coisas novas e conhecer gente nova, saia da rotina. Saia da rotina, rode, grite e dance. Dance como se não houvesse o amanhã e se houver o amanhã continue dançando e de preferência também cante porque quem canta os males espanta e se você se ama quem irá dizer o contrário? Onde há amor olho gordo não pega e a maldade não mora. O amor próprio dura e assim... A gente se encontra! 

terça-feira, dezembro 01, 2015

Meu amigo secreto

Dessa vez não é uma continuação da hashtag amigo secreto com uma frase de ctrl+v. Infelizmente a história do meu amigo secreto realmente aconteceu. Era início do inverno quando eu conheci. Noites de tormenta se passaram a cada rajada soprada pelo vento e a cada olhar eu me apaixonava mais e mais.

Meu amigo secreto, foi alguém que eu realmente amei. Na época eu fiquei na dúvida sobre o que era amor ou só ficada. Meu amigo secreto não é um machista como esses que mulheres tem que lutar pelo seu direito, mas meu amigo secreto brinca com o coração delas. Meu amigo secreto é um daqueles caras em que não sabem aproveitar a chance e depois vem correndo atrás.

Meu amigo secreto manda mensagens de texto de boa noite, assim como manda pra todas as outras meninas do bairro que tem tentado acrescentar na sua interminável lista de garotas, canta Wesley Safadão porque acha bonito ser desapegado, mas no fundo sofre por amor. Posta que tá namorando todo mundo de legenda, mas no fundo sai para os bares pra esquecer você. Meu amigo secreto apoia a namorada na escolha da faculdade quando todas a criticam, mas na primeira briga começa e se decepcionar com ela. Meu amigo secreto, não assume um relacionamento sério, porque gosta de fingir que é "moleque solto" para os amigos, mas todo aniversário manda mensagem agradecendo por tudo que ela já fez pra ele.

Meu amigo secreto diz que não gosta que converse com outros homens, mas na verdade tem ciúmes porque eles passam mais tempo com a garota dos sonhos dele do que ele próprio. Meu amigo secreto é secreto porque não assume que sente falta do último dia em que viu sua amiga secreta. Meu amigo secreto, finge que tá tudo bem para os amigos, mas na verdade sabe que nunca mais vai ter de volta, mas sabe também que tê-la de volta terá que lutar por causas justas, a cima de tudo provar que gosta mais dela do que de si próprio. Afinal, meu amigo secreto, pra ela, já não é mais nem amigo, meu amigo secreto é covarde, por deixá-la ir. 

terça-feira, outubro 20, 2015

Entre matches e as pegadas

Em alguns flashes instantâneos você me vem na cabeça. É ridículo. Já se passou tanto tempo e eu sei que você tá aí, conversando com outra, dando alguns "matches" no Tinder, tomando sua cerveja e falando sobre futebol na sua roda miserável de amigos. É chato porque, eu tive um dia daqueles. Um dia que quando eu costumava me deitar, eu sabia que tinha você pra me fazer rir. Eu sinto falta disso, mesmo depois de ter terminado tudo de uma forma um tanto cruel, depois de algum tempo juntos, se conhecendo e compartilhando histórias.

Eu era um tanto imatura pra relacionamentos. A verdade é que eu sou até hoje, tanto que se você me pedisse pra fugir com você, eu fugiria sem pensar duas vezes. Eu tento preencher esse vazio que ficou quando você se foi com um sorriso forçado no rosto, com uma falsa esperança de que tudo vai mudar e eu vou dar a volta por cima. Mas sabe de uma coisa, eu não vou. Eu preciso de você comigo e não ligo se ninguém nos apoia juntos, eu não tenho medo de dizer que amo você, com todas essas letras e mesmo sabendo que você não vai sentir diferença alguma. O problema é que você gostava da minha companhia. como eu gosto de ouvir a chuva cair. Enquanto a mim, gostava de você como a Terra necessita do Sol.

Uma vez me disseram que quando se deseja muito uma coisa, essa coisa se realiza, já desejei você várias vezes e você voltou, eu só não acredito que dessa vez funcione, talvez seja por eu já não acreditar. Mas, dizer que eu desejo a você sorte e sucesso e um amor tão forte quanto o meu é dizer que eu preciso do seu abraço, tanto quanto outra pessoa precisa esbarrar com você.

Mentir nunca foi meu forte. Dizer a verdade também não. Acho que eu prefiro ficar no meio termo dessas palavras ditas. É que contar sobre você me faz ser sentimental demais, é um assunto que me dói no fundo da alma e me vêm borboletas no estômago só de pensar que tenho a chance de te encontrar. Quero dizer que a culpa foi sua, quero dizer que a culpa foi minha. Quero concluir que a culpa não foi de ninguém, nos afundamos num mar de ilusões que quando vimos, ambos ficaram machucados. Esse problema há solução. E a receita é uma só: dia após, dia. Sorriso após sorriso. Olhar a cada, olhar. E quando finalmente perceber, estar separado de você me fez crescer.



terça-feira, outubro 13, 2015

Game over do amor

É engraçado pensar no passado e não sentir uma certa forma nostálgica de quando eu amava você. Foi tanto tempo de amor não correspondido que quando você se deu conta que me perdeu, você sofreu. Parecia que a graça da situação era me ter na palma da sua mão. Aí jogamos os dados, jogamos os dados e jogo virou. O jogo virou e eu ganhei a queda. É de batalhas que se vive a vida, mas uma partida de poker pode mudar sua vida. E ô se mudou.

Quando eu resolvi te esquecer, eu comecei a sair mais. Deixei as pessoas me mostrarem o lado bom do amor mesmo que talvez esse lado fosse invisível. Descobri que pra que eu ganhasse o jogo eu tinha que entrar no seu de cabeça e só assim, sairia vitoriosa comemorando que te esqueci e nada foi em vão.

Enquanto eu te escrevo você tá aí, olhando o Facebook dela, curtindo as fotos dela e eu fico pensando se valeu a pena mesmo eu deixar metade da minha vida por você. A resposta é não. Sinto muito se você está acostumado a ser o centro das atenções cem por cento na sua vida pacata seja lá onde você esteja. Mas sabe de uma coisa? Eu me cuidei mais, mudei o visual, comecei a malhar, me dediquei na faculdade e meus sorrisos ficaram mais sinceros, eu mudei tanto que vieram uma chuva de elogios sobre mim que caíram como uma luva.

A verdade é que eu posso não ter deixado de te amar, mas enquanto você está aí pensando no seu dia de amanhã ou quem vai ser a próxima boca que você vai beijar e colocar na sua lista interminável de garotas, eu tô curtindo meu momento que já planejei com muita antecedência e colocar você nos planos desse meu dia sensacional está fora de cogitação total.

Acontece que você está tão acostumado a vencer sempre desapegado que quando perceber a volta que dei em você, você vai perder o chão, o céu vai cair sobre sua cabeça e você vai ver a história de amor que eu vi há cinco anos atrás. Sabe de uma coisa, cinco nunca foi meu número de sorte e sobre sorte, você tá mais pra azar. Um dia, o amor chega na porta de cada um, um dia o mundo gira e volta tudo pro seu lugar,

O que mais doeu em mim nessa história toda foi em me recompor. Aceitar que perdi a batalha doeu demais. Mas eu perdi uma batalha e não a guerra. A guerra a vitória é minha e aí não importará quantas risadas você deu com cada lágrima que eu derramei por você, porque perceber que está sozinho é a pior dor ser humano e quando isso acontecer, a risada vai ser minha, a satisfação vai ser minha em ver que o jogo inverteu. O jogo zerou e você perdeu, deu game over meu amigo, nossa história de amor que não começou, que nunca foi como um conto da Disney, que não teve um final feliz, terminou antes mesmo de começar e aí, eu desejo que você encontre alguém que te ame como eu te amei, mais antes de começar sua busca, saiba que amor assim, é uma vez na vida.