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terça-feira, maio 03, 2016

Carta do adeus


Google Images - inspiração 


Olha meu camarada, eu vou te dizer que não é fácil. Na verdade ninguém disse que seria. Nós sabíamos no beco sem saída que estávamos nos metendo quando resolvemos nos olhar de modo diferente. É que aquela conversa gostosa antes de dormir já estava ficando forçada. O assunto não fluía mais. E tinha aquele medo de não conversarmos mais que estava em jogo. A gente já tinha se perdido no caminho e não sabíamos mais como voltar. Todos os dias eu ficava me perguntando e pedindo forças pra ficar remando contra a maré. Mas quer saber? Não resolve. Eu sei que esse papo de gente good vibes parece bobagem, mas olha, o vento trás o que tem que trazer. Eu sei que essa é uma das minhas frases mais ditas nos últimos tempos, mas é como em "let it be". Forçar pra quê? Aproveita a vida e deixa rolar. A situação nunca foi fácil. As desculpas já estavam ficando esfarrapadas e a cada três minutos de música parecia que era alguma indireta pra resolvermos o nosso oito ou oitenta. É que ninguém gosta de situação mal resolvida, mas a vida pede que em algumas situações saibamos dançar conforme a batida e se envolver às vezes se torna inevitável. A pior parte sempre é a despedida. Mas como uma despedida nada comum eu te desejo sorte. Sorte na vida e fé na caminhada. O resto fé em Deus que o que for seu acaba voltando pra você de algum jeito, mas como dizia Luna Lovegood em Harry Potter: "às vezes nem sempre da forma que esperamos..."

Com amor, 
eu!



sexta-feira, março 18, 2016

O novo amar é

O amor não é uma escolha. Não como um daqueles jogos onde você tem opção a ou b pra escolher e "se dar bem" no final. Na verdade, o amor chega bem mais próximo de um jogo de azar do que um jogo de sorte. A sorte chega quando a gente dá aquele abraço apertado naquele alguém especial e se sente aquela sensação gostosa de saudade.

Eu nunca gostei muito de amores fáceis. Na verdade a minha teoria é que tudo que vem fácil vai fácil. E relacionamentos sem crises também nunca foi um relacionamento de verdade. Não que eu saiba muito sobre isso, mas também sei que é bobagem ler as sete regras pra um relacionamento perfeito num site de autoajuda. É como querer desapegar de uma coisa que não dá, porque o fato é bagagem demais pra curar com uma bebida ou uma lista de desapego que há por aí. Cada um sabe a dor que passa e quem valoriza e cada situação com cada qual.


                                 



Não tem como você ter a imagem de um primeiro beijo ideal, de um primeiro namorado ideal e idealizar todo o resto. É muito diferente na real. Me desculpem pelo modo coloquial de falar, mas é o que dá pra dizer numa dessas situações. É como você sentir falta daquela ideia que era trocada diariamente, desde a hora em que acordavam até o primeiro a ir dormir. Como sentir falta de uma rotina que tinham antes de algo atrapalhar. Não necessariamente ele resolver parar de te procurar, mas numa situação onde talvez, os quilômetros são o x da questão. Mas como eu disse antes, amores fáceis vão fáceis demais.

É como um imã. Onde quando tem o ponto ideal de encontro vocês dão aquele abraço apertado e o tempo de repente para por um instante que fica quase como que o infinito. Ao contrário do que muitos procuram, não tem nenhum tipo de receita pra que algo de bom aconteça. Na verdade, algumas situações, você tem que ser você mesmo e resolve. O melhor conselho que já me deram é pra não seguir loucamente essas listas que existem por aí, ou livros de autoajuda, porque na real você acaba pirando se for levar tudo a sério, e como eu também já mencionei antes, cada relacionamento tem seu cada qual.

O amor não é como um jogo de sorte, ou uma questão de múltipla escolha, nem tampouco superado com o tempo. Isso é a maior besteira que você vai ouvir muitas das vezes em que amorosa ou não a situação as pessoas vão dizer. É como aquela outra situação que as pessoas dizem que o que vier é lucro e o que der errado é experiência. Besteira! Como eu ia dizendo, o tempo não cura nada, nem tampouco te ajuda a superar. Quando você para de pensar, por mais que você negue, o que fica é uma memória gostosa dos tempos em que passaram juntos, e a mente bloqueia o que não fez bem . Não é o amor que te causa a dor, mas sim a situação em que o amor te colocou. Arriscar é necessário para que as mudanças aconteçam. Mudanças vem para que as coisas bem sejam trazidas com o tempo. O meu conselho resume em: ame e se aceite do jeito que for a pé ou de ré o resto se ajeita. Torto ou não, uma hora ajeita. 

domingo, março 06, 2016

O dia em que eu percebi que o problema era sim: eu




Teve aquele em dia em que eu acordei depois de um sonho esquisito com você. Eu senti vontade de ligar, mas é como dizem, se ele não te procura é porque não sente sua falta. É aquele velho discurso de sempre de quem dá pra si porque não é forte o bastante pra pegar o telefone e discar o número. Ou de quem teve o coração partido por milhões de pedaços e precisou da ajuda de amigos para que fosse catando os caquinhos por aí. Enfim, eu juro que pensei bem antes da minha surpresa. Você me ligou. Disse que estava só passando por aqui e eu disse: que bom que ligou. E contei a respeito do tal sonho.

É como dizem,se é pra acontecer até os ventos contrários sopram a favor. Com a gente foi assim. Não éramos o casal mais normal do mundo, tão pouco podíamos ser chamados de casal, mas foram alguns aniversários que eu passei com você ao meu lado então, eu não ligava muito pra pedidos formais e preferi ignorá-los.

Teve aquele dia em que eu vi uma estrela cadente e lembrei de você fazendo um pedido pra que você estivesse bem. Mas, aí apareceu um convite. Haveria a maior festa de todos os tempos na cidade. Na nossa última discussão, você queria ir comigo na festa como um casal, e eu não conseguia entender o porquê disso depois de tanto tempo não havia o mínimo sentido. Rolou vários migué, até que chegou o dia e enfim eu percebi que o problema era, sim comigo. Não, eu não estava pronta. Você entrava em uma situação cada vez mais bola de neve e eu não era obrigada a aguentar aquela situação. Sorriso no rosto, cabeça em pé e maquiagem impecável entrei pelo salão e encontrei meus amigos.

Teve o dia em que semanas depois eu estava me sentindo livre, libertada de uma situação a qual me tirava o sono há tempos. Se eu sentia falta? Sentia com certeza, talvez todos os dias da minha vida tirava um minuto ou dois pra me lamentar porque não demos certos. Mas a vida segue pra nos dizer que o percurso do rio pode ter curvas que nos distanciam da linha de chegada, não adianta tentar pular os obstáculos, a gente tem que encontrar o melhor jeito de vencê-los. 



Assinado, 
Eu! 

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Horário de verão

Antigamente eu costumava ligar, brasileiros esperam o ano todo pelas estações enquanto a mim, esperava o ano todo pelo fim do horário de verão para que eu pudesse ter umas horas de sono a mais. A mais porque eu perdi noites pós noite me perguntando o que aconteceu com a gente. Até que um dia eu peguei finalmente o telefone e ...
_Oi.

Você atendeu. O número estava bloqueado e eu simplesmente não consegui falar nada mais. Desliguei o telefone correndo e voltei pro meu quarto. Andando de um lado pro outro me perguntei o que aconteceu, quando foi que eu perdi a coragem de perguntar o que você tava fazendo e quando foi que precisei ligar no confidencial pra você.

Dias se passaram e a vida segue rumo ao norte ou rumo ao sul, mas algumas vezes você precisa virar pro leste ou oeste e avaliar as opções. "Sinto sua falta." Digitei na janela do bate-papo e apaguei de modo tão instantaneamente que quase não percebi que apareceu o balãozinho do digitando. "Me ligaram no confidencial um dia desses, eu sinto sua falta e queria acreditar que era você.'' Respondi dizendo que era eu, que eu sentia muito por tudo e quase não pude respirar quando ele disse que sentia saudade. O interfone tocou e era o porteiro anunciando uma entrega. Era um cartão de aniversário anônimo, eu conheci de longe sua letra. Peguei o telefone e liguei agradecendo e que teria-o sempre comigo. Assim foi feito.

Desculpe pela monotonia de mais uma história de amor, mas a verdade é que nós nunca mais nos vimos ou nos falamos. Ás vezes pra seguir em frente você deve aceitar que fez o que podia. E que não importa quantas estações do ano chegam você vê que aproveitou do seu melhor jeito. Idas e vindas seriam necessárias e que apesar da perda vem com ela a saudade do que se passou. É olhar pra trás e ver que você foi fiel consigo mesma e que daqui pra frente, deixar rolar é o essencial. Maktub. Estava escrito, ou melhor, tinha que acontecer.  

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

O dia em que eu vi você

Um ano se passou desde a última vez em que nos falamos. Você gostava de mim. Eu gostava de você, mas nenhum confiava no outro. E assim terminou. Cada um pro seu canto. O tanto que eu torcia para que tudo desse certo soava até de uma maneira meio que surreal.

A realidade é que eu sinto falta da sua amizade. Ninguém me entendia e me fazia rir como você fazia. Eu conheci outros caras. Você conheceu outras garotas, mas a verdade é que tudo não passava de uma farsa. A pesar de tudo, eu me lembrava de cada momento e tentava fazer com que tudo soava como uma opção de repeat, mas sabia que não havia o reset.

Não sei o porquê disso tudo, mas a verdade é que era como se você fizesse parte de todos os meus planos e no final tudo se esvaiu no ar como fumaça. Isso não era amor. Era algo mais forte. A gente não se assumia porque sabíamos que se nos assumisse, perderia todo aquele encanto e surpresa que um fazia pro outro. Acontece que eu queria você, não importava o que ficaria pra trás, eu queria fazer valer a pena.



Num dia desses eu fui na padaria. Estava chovendo e eu deixei a sombrinha na entrada. Quando me virei, te vi na fila. Não sabia se tinha me visto, mas pelo menos eu te garanto que sorri por dentro. Era uma dessas chuvas de verão: fortes, porém rápidas. Eu ia cumprimentá-lo e perguntar como iam as coisas até o momento em que passei por você e notei um anel de prata em seu dedo. O meu "oi, tudo bem" ficou só na minha cabeça. O telefone tocou e era minha mãe.

Hoje eu a vi na padaria. Pensei em dizer que sentia muito por nós. Mas acho que ela não me reconheceu, ou talvez estivesse com pressa demais pra me notar. Talvez ela tenha visto o anel em que pensei em dar pra ela no meu dedo. Uns dias antes do fim de tudo, eu havia comprado uma aliança de prata pra nós, como símbolo do nosso companheirismo, não era nenhum anel de compromisso, mas achava que devia isso a ela.  Não me interessei por mais ninguém e fiquei me lembrando das tardes como aquela, em que ela me fazia assistir Harry Potter pela enésima vez. Ela passou, eu sai do caixa. Tive vontade de abraçá-la. Mas foi então que eu ouvi ela dizer no telefone que também estava com saudade.

Vida que segue.


quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Não precisamos encontrar a nossa metade

A questão não é achar a metade da laranja. Fala sério. Por vezes acreditei que o problema é comigo, mas pera lá amigo, eu não posso ser inteira? Me arrumar pra ME achar bonita? A gente não precisa se por pra escanteio quando se sente segura. A questão é não ter um calcanhar de Aquiles e ser sempre assim. O mundo dá voltas e não vou dar aquele velho discurso que quem banca a desapegada gosta de fazer. Na verdade, eu não sou NA-DA desapegada, tão pouco alguém é. Por isso estamos sempre em busca do amor.

Algumas vezes é necessário tomar um rumo na vida pra se sentir inteira novamente. Pra quê encontrar a metade da laranja? Ou cara metade? Isso tudo já está dentro de você. Se amar mais, se arrumar mais e ter sempre aquele ponto em você que você se sente bem quando tá arrumada. Se amar sem estar arrumada.

Colorir a vida é importante para que nela você possa usar tons de laranja com verde-bandeira sem ter medo do que as pessoas vão falar. Falando em bandeira... Não há mal nenhum em demonstrar interesse para quem você está afim. O máximo que você vá ganhar é experiência. Experiência por estar em busca do complemento da sua felicidade. E como diz a Dory de Procurando Nemo: "continue a nadar" ou então "siga em frente, em linha reta e não procure o que perder." Porque quem ama a você vai estar sempre ao seu lado até quando não merecer. Quem vem tem minha confiança, quem não vem um abraço.

Porque estar bem consigo mesma é olhar pra trás e ver que você já fez o que podia e que não adiantaria nada mais... Nenhuma tentativa. O que o destino pois na sua mão, pois pra te dar uma lição. Então levanta essa cabeça, veja o que há dentro de você e aprenda rápido o "dever de casa" para que não seja repetido.

Até a próxima! 



sexta-feira, janeiro 29, 2016

Seja lá o que nós éramos

Certa noite num jantar em família minha avó me perguntou o porquê de eu nunca mais ter apresentado ninguém a ela desde meu último namorado. Havia você, mas não sabia o que éramos, talvez nem você nunca soube e por isso nunca chegou a ser nada.

Doeu quando eu pedi pra você ir embora, mas a verdade é que eu segui você. Você também me seguiu, se não o quê explicaria a curtida que você deixou na minha ultima foto? Ou melhor, nas últimas? Eu senti sua falta, mas eu te avisei pra não me deixar ir. Eu ainda sinto falta do que seja lá o que nós éramos ou pelo menos sentia porque hoje, o que eu sinto é só um aperto no peito.

Eu te desejo uma fé enorme. Uma sorte do tamanho do mundo. Te mando uma energia positiva todos os dias pra que você não encontre alguém que te ame como eu amei, porque olha, torce, mas fica assim agarradinho com os dedos cruzados pra ela não fazer o que você fez comigo e pra você que pensa todos os dias em como conversar comigo novamente: todo carnaval tem seu fim. E o seu já se foi há séculos.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Uma das 365 cartas

Foi em um dado momento de final de janeiro quando eu me esbarrei com você na rua. Tarde de verão, exatos quatro dias para o fim do mês. Temperatura térmica? 30º C, mas quando te vi senti pelo menos uns 50ºC. O sangue começou a circular rápido e eu pude sentir um certo embrulho no estômago. Eu tava saindo do teatro em direção a barraquinha de churros quando uma voz conhecida me fez parar no meio do caminho. Você nem gostava de teatro. Não acredito que assistira justo ao Holoclownsto para dizer que foi pura coincidência do destino. Você sabia que essa era minha peça favorita, por ter sido ela que me fez apaixonar por teatro, e todas as vezes em que algum grupo a trazia pra cidade eu à assistia.

Sabe... Outro dia chegou um CD na portaria, dizendo que era de um anônimo, com as minhas faixas favoritas de Red Hot Chili Peppers, eu amo essa banda e você sabia. Sabia que o CD era seu e tive vontade de ir agradecer, mas lembrei do bilhete anônimo e resolvi arriscar entrar no seu jogo. Passei direto por você, que fingiu me ignorar e sorrir ao lado de outra garota. Cheguei até o churros, atravessei de volta e continuei meu caminho.

A peça havia acabado, mas a verdade a peça que acabou não foi a do teatro. O nosso jogo já havia acabado. Não havia como apertar reset e continuar. Eu não sinto muito porque eu fiz de tudo pra esse relacionamento da certo. O fato de eu querer voltar atrás com certeza não foi o suficiente pra fazer as coisas darem certo.

Mas sabe, eu acredito na força do pensamento e no destino. Acredito também que você nunca vai achar alguém que amou você tanto quanto eu. A cada dia que se passar sua consciência vai sentir falta dos meus "bons dias" e aí sim, eu sinto muito. Sinto muito porque não foi falta de aviso. Eu sabia que isso aconteceria se não tomássemos uma rápida providência.  Relacionamento vai-e-vem acabam dessa forma. E acredite não foi isso que eu sonhei pra gente.




Com amor, 
eu! 

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Do tipo reamar

Ela era do tipo que costumava se dar bem sozinha, mas na verdade era uma faxada devido uma desilusão amorosa que vem desde os quinze anos. Ele era do tipo largado e não tava nem aí pra nada, mas a verdade é que ele queria chamar a atenção dela. Ambos cresceram. Voltaram as amizades antigas e tudo mudou nada mudou...

Sem ligar muito pra sociedade, chinelo Havaiana, cabelo verde, maquiagem impecável e um estilo que ninguém sabia explicar, assim era ela com seu jeito largado e despreocupado. 00:00. Feliz ano novo. Ela escuta um novo alguém falar.

Seria diferente dessa vez se as pessoas realmente acreditassem no amor. As pessoas olham nos olhos e não acreditam nele. Talvez porque estão com a cabeça cheia de álcool porque acreditam inutilmente que ele as ajudam a pensar. Num dia desses ela resolveu correr, correr pra não pensar em nada e o pensamento sobre não estar sozinha voltou porque no caminho entre uma pedra e outra ela percebeu o amor.

Se sentir completa é uma coisa que ela acredita que todos deveriam sentir. Em terra de "sofrência" sentir dor é coisa de gente idiota. Em terra de virote, amar é saber sentir algo. Não desistam do amor. Re-ame-se-ame.

quinta-feira, dezembro 24, 2015

Quem diria ele/ela

Quem diria que assim seria. Chegaria um dia em que ela iria se cansar de todas os saltos 15 cm que usou. De todo batom vermelho com delineador que saiu exuberante por aí. Logo ela que estava amando a vida de balada. Que jurava que nunca ia sair da pista sem que o DJ saísse. Ela que amava aproveitar a vida.

Quem diria que em meio a tanta gente sem graça iria encontrar a graça de passar a vida mais sossegada. Não nevava, mas ventava. Não chovia, mas chuviscava. E nesse indo e vindo de temporais um dia ela encontrou um sinal, de que ao seu lado, estava o cara que iria com ela até não poder mais. Quem diria. Ela, sorriso forçado, olhar meio japonês, jeito desengonçado que só, cabelo longo e castanho, feminista que até dói. Ele, malhado, cabelo liso pro lado veio com seu jeito "marrento" e apaixonado.

Foi num café. Era dezembro, verão, só de 30ºC e o acaso os uniu.
_Um café pra viagem por favor.

Disseram juntos essa frase. Um sorriso se esvaiu no ar. Ele deixou ela pegar primeiro. Ela agradeceu dizendo que ele havia chegado primeiro. Eles sorriram. Ele quis puxar assunto, perguntar o que fazia da vida e de onde vinha e porque nunca havia a visto naquele café. Ela era nova na cidade. Não queria que ele acreditasse que foi o acaso. Mas a verdade é que o caso se desenvolveu por esse acaso. Ele a levou até seu carro. Desejou-lhe boa viagem e quis continuar o caminho no banco do carona.

Ele a conhecia, a conhecia do colégio. Ela era um ano e meio mais nova que ele e ele não sabia se ela lembrava dele. Ela sorriu, fechou a porta e agradeceu pelo nome. Isso fez com que ele tomasse coragem pra pedir o seu telefone. Ela sorriu, pensou por um momento, mas deu.

Seguir o caminho na certeza de que ele a encontrara de novo a fez ver que o mundo valia a pena. Que o amor vem quando menos se espera. Ela sabia que por ele valia a pena, que por eles valia a pena. 

domingo, dezembro 13, 2015

Escrevi, mas não mandei

Era dezembro. Verão no estilo Rio 40º C. Mas, não era Rio. Era Minas. Havia um parque, um relógio central de cidade pequena divulgando a Coca Cola. Cabelo solto, pensamento ao longe os ventos a leste. Eu não sabia como ou porque, mas eu tinha me encaixado em um lugar. Num lugar que era pra chamar de meu. Não precisava ser completada porque estava completa. E não havia ninguém que poderia fazer com que eu me sentisse mais radiante possível.

12 badaladas. O tempo exato no tal relógio central, marcando que eu passei mais um dia sem você. Confesso que passei por aquele processo de adaptação. Como numa clínica pra desapego, mas aos poucos eu fui percebendo que nada era como naqueles dramas de "minha-vida-não-faz-sentido-sem-você". Na verdade agora tudo faz; Consigo ver claramente o quão ciumento e possessivo você era. Mas também sei que se o ciúme acabar o amor também acaba.

Hoje você curtiu minha foto. Confesso que apesar de estar muito bem, eu sinto sua falta. Uma falta que eu não sei se você completará mais. Falta do que éramos e do que tínhamos.  O risco de ter ficado com você por ficar valeu a pena quando eu vi que não eram só ficadas. Era uma guerra fria. Eu tinha vontade de matar você, mas quando você se foi, eu senti... Eu senti tanto que dói até hoje.

Havia magia. Uma magia diferente que não se sabe se é destino ou coisa de outra vida. Você chegou pra colorir meu caminho preto e branco que estava sem rumo e me ajudou a chegar rente ao mar e não afundar. Foi como a chuva na seca do sertão. Eu não sei se fiz tão bem pra você assim. Mas acabou.

Entre um sorriso maroto e outro eu sei que valeu a pena ter tido amores passados pra te encontrar.  Como a tampa e a panela ou a cama e o colchão se completa, eu completei você e você me completou. Ser feliz por completo é ser feliz sozinho. Felicidade em conjunto é passageira. E se foi. Se esvaiu como poeira no mar. A verdade é que términos de namoros não são tão ruins. Términos fazem com que nos tornamos fortes e vejamos o que falta em nós. Términos, trás amor-próprio e fé. Fé de que em algum momento o resto vai se encaixar e eu ainda vou te reencontrar, seja em qualquer lugar.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Meu amigo secreto

Dessa vez não é uma continuação da hashtag amigo secreto com uma frase de ctrl+v. Infelizmente a história do meu amigo secreto realmente aconteceu. Era início do inverno quando eu conheci. Noites de tormenta se passaram a cada rajada soprada pelo vento e a cada olhar eu me apaixonava mais e mais.

Meu amigo secreto, foi alguém que eu realmente amei. Na época eu fiquei na dúvida sobre o que era amor ou só ficada. Meu amigo secreto não é um machista como esses que mulheres tem que lutar pelo seu direito, mas meu amigo secreto brinca com o coração delas. Meu amigo secreto é um daqueles caras em que não sabem aproveitar a chance e depois vem correndo atrás.

Meu amigo secreto manda mensagens de texto de boa noite, assim como manda pra todas as outras meninas do bairro que tem tentado acrescentar na sua interminável lista de garotas, canta Wesley Safadão porque acha bonito ser desapegado, mas no fundo sofre por amor. Posta que tá namorando todo mundo de legenda, mas no fundo sai para os bares pra esquecer você. Meu amigo secreto apoia a namorada na escolha da faculdade quando todas a criticam, mas na primeira briga começa e se decepcionar com ela. Meu amigo secreto, não assume um relacionamento sério, porque gosta de fingir que é "moleque solto" para os amigos, mas todo aniversário manda mensagem agradecendo por tudo que ela já fez pra ele.

Meu amigo secreto diz que não gosta que converse com outros homens, mas na verdade tem ciúmes porque eles passam mais tempo com a garota dos sonhos dele do que ele próprio. Meu amigo secreto é secreto porque não assume que sente falta do último dia em que viu sua amiga secreta. Meu amigo secreto, finge que tá tudo bem para os amigos, mas na verdade sabe que nunca mais vai ter de volta, mas sabe também que tê-la de volta terá que lutar por causas justas, a cima de tudo provar que gosta mais dela do que de si próprio. Afinal, meu amigo secreto, pra ela, já não é mais nem amigo, meu amigo secreto é covarde, por deixá-la ir. 

segunda-feira, novembro 09, 2015

Querido ex-amor

Dizer o que eu sei que faz sentido é concordar com a frase: "só sei que nada sei". Sentido é algo tão aleatório quanto a vida que você quem faz. Não tem como tentar esquecer o que aconteceu tentando mudar o destino ou a rota da sua mente, sua mente te acompanha mesmo que você não acredite nisso. As lembranças vão te rodear por toda a vida e quando você menos perceber está rodeado por todas elas novamente, sentido saudade daquela época que poderia viver sobre o que não viveu.

Se tem uma coisa que aprendi no ano de 2015 sobre tudo que eu li, escrevi e assisti é que não adianta fugir do amor e muito menos viver de passado. O passado te abandona na hora certa e você vai encontrar o amor por um milésimo de distração e quando isso acontecer, você percebe que isso só aconteceu quando você se aceitou. Como eu posso gostar de alguém se ainda não aprendi a me amar? 

A verdade é que o TIC-TAC do relógio antigo, dando aquele ar retrô na sua velha de estar, faz com que você apenas perceba o passar das horas, mas não sinta o tempo passar. E quer saber? As pessoas só passam a existir a partir desse momento, porque é aí, que se encontram no mundo. Correm atrás de quem amam, fazem de tudo pra passar perto da família e viver cada segundo que foi desperdiçado.

Eu sei que você quer viver uma loucura de amor antes  de se encontrar. Que quer passar horas andando pelas ruas conversando e sentir como se o mundo sumisse no momento em que se encontraram e sorrir a cada SMS enviado por ele te chamando pra sair ver o sinal trocar as luzes. É pensar que o amor é uma forma vida é um erro que a maioria das pessoas cometem porque o amor acontece. Você não o procura! Dessa vez não é como naquela frase que "quem procura acha", dessa vez é real.

É ele existe tão escondido dentro de nós que é por isso que quando aparece transborda a alma e sabe o que eu descobri? Que tudo o que eu acreditava que seria amar foi uma grande ilusãozinha da minha cabeça adolescente e talvez eu tenha demorado um tempo tanto quanto demorado pra perceber isso. É que eu devo ter amado na vida umas três pessoas e foram as três que me fizeram sentir borboletas no estômago quando passassem. Essa besteira de querer atravessar o mundo não acontece na vida real. Mas acontece de forma que você sinta especial e única. Num momento só seu, nesses momentos você deve descobrir que o que está acontecendo é algo mágico e descobrir que se aceitar ali, pode ser a melhor maneira da outra pessoa te aceitar também. 

Adeus querido ex-amor. 


terça-feira, outubro 13, 2015

Game over do amor

É engraçado pensar no passado e não sentir uma certa forma nostálgica de quando eu amava você. Foi tanto tempo de amor não correspondido que quando você se deu conta que me perdeu, você sofreu. Parecia que a graça da situação era me ter na palma da sua mão. Aí jogamos os dados, jogamos os dados e jogo virou. O jogo virou e eu ganhei a queda. É de batalhas que se vive a vida, mas uma partida de poker pode mudar sua vida. E ô se mudou.

Quando eu resolvi te esquecer, eu comecei a sair mais. Deixei as pessoas me mostrarem o lado bom do amor mesmo que talvez esse lado fosse invisível. Descobri que pra que eu ganhasse o jogo eu tinha que entrar no seu de cabeça e só assim, sairia vitoriosa comemorando que te esqueci e nada foi em vão.

Enquanto eu te escrevo você tá aí, olhando o Facebook dela, curtindo as fotos dela e eu fico pensando se valeu a pena mesmo eu deixar metade da minha vida por você. A resposta é não. Sinto muito se você está acostumado a ser o centro das atenções cem por cento na sua vida pacata seja lá onde você esteja. Mas sabe de uma coisa? Eu me cuidei mais, mudei o visual, comecei a malhar, me dediquei na faculdade e meus sorrisos ficaram mais sinceros, eu mudei tanto que vieram uma chuva de elogios sobre mim que caíram como uma luva.

A verdade é que eu posso não ter deixado de te amar, mas enquanto você está aí pensando no seu dia de amanhã ou quem vai ser a próxima boca que você vai beijar e colocar na sua lista interminável de garotas, eu tô curtindo meu momento que já planejei com muita antecedência e colocar você nos planos desse meu dia sensacional está fora de cogitação total.

Acontece que você está tão acostumado a vencer sempre desapegado que quando perceber a volta que dei em você, você vai perder o chão, o céu vai cair sobre sua cabeça e você vai ver a história de amor que eu vi há cinco anos atrás. Sabe de uma coisa, cinco nunca foi meu número de sorte e sobre sorte, você tá mais pra azar. Um dia, o amor chega na porta de cada um, um dia o mundo gira e volta tudo pro seu lugar,

O que mais doeu em mim nessa história toda foi em me recompor. Aceitar que perdi a batalha doeu demais. Mas eu perdi uma batalha e não a guerra. A guerra a vitória é minha e aí não importará quantas risadas você deu com cada lágrima que eu derramei por você, porque perceber que está sozinho é a pior dor ser humano e quando isso acontecer, a risada vai ser minha, a satisfação vai ser minha em ver que o jogo inverteu. O jogo zerou e você perdeu, deu game over meu amigo, nossa história de amor que não começou, que nunca foi como um conto da Disney, que não teve um final feliz, terminou antes mesmo de começar e aí, eu desejo que você encontre alguém que te ame como eu te amei, mais antes de começar sua busca, saiba que amor assim, é uma vez na vida.

sábado, outubro 10, 2015

Desculpando a história


Eu sinto muito. Sinto muito por ter decepcionado você quando penso no que poderíamos ter sido. Eu sinto muito por ter me decepcionado com você. Eu sinto tanto porque depois de ano eu ainda penso em nós.

Eu não me vejo como uma idiota porque, eu sinto saudade. O que eu sinto mais falta são das mensagens de aniversário 00:00 lutando pra ficar acordado pra ser o primeiro. Era bom demais pra ser verdade. Gostava demais de você pra continuar. Não, a culpa não foi só sua. É que eu tenho um amor próprio que eu respeito mais do que qualquer outra religião do mundo e eu não pude mais sofrer. Não é sofrer por estar com você, é sofrer por estar e não te ter.

Eu acredito tanto nas voltas do mundo, acredito ainda que ainda vamos nos reencontrar. Num ponto de ônibus... Com um beijo roubado numa balada... Não importa como ou quando, sentir seu abraço me deixava em paz.

Acredito também que eu mereça alguém que me valorize, que me tire o fôlego, que tente suportar comigo minhas TPM's e crise de mau humor. Mereço alguém que me traga café na cama com um beijo de bom dia e me chame pra uma cerveja numa sexta à noite. Alguém que seja companheiro, que contorne o mundo dizendo que vai ficar tudo bem, mesmo quando nada está bem.

Não adianta chorar por causa de uma palavra que já foi dita, de uma atitude que já foi tomada, de um olhar que foi evitado ou por cada coisa que poderíamos ter feito e nào fizemos. É que quando sentimos algo verdadeiro mesmo que seja passageiro, queremos fazer de tudo para o bem. Acontece que não adianta ter o coração em um lugar que a cabeça não está. Se for pra acontecer volta e se não for, o vento leva e o mar trás de volta.